O problema que a Clara resolve

Pesquisadores brasileiros enfrentam um desafio diário: buscar artigos científicos em múltiplas bases (PubMed, SciELO, Cochrane, OpenAlex), traduzir abstracts do inglês, avaliar qualidade metodológica e formatar referências ABNT. O processo manual pode levar horas por busca.

A Clara nasceu dessa dor: criar uma ferramenta que fizesse em segundos o que um pesquisador leva horas para fazer, e sempre em português.

A decisão de usar IA generativa como co-desenvolvedora

Em 2025, ferramentas como ChatGPT e Claude AI transformaram a forma de construir produtos digitais. Não era mais necessário saber programar para criar uma aplicação complexa — mas era essencial saber fazer as perguntas certas.

O desenvolvimento da Clara foi feito inteiramente com prompt engineering: transformar briefings de produto em código funcional através de conversas estruturadas com modelos de IA generativa.

As ferramentas que usamos

Do briefing ao produto: a metodologia

O processo seguiu uma estrutura clara:

1. Definir o problema e as métricas de sucesso

Antes de qualquer linha de código (ou prompt), definimos: "O que é uma busca bem-sucedida na Clara?" Resposta: retornar artigos relevantes, traduzidos, com score de confiança, em menos de 3 segundos.

2. Mapear as integrações necessárias

Listar as 22 bases científicas que precisávamos integrar (PubMed via NCBI E-utilities, OpenAlex, Semantic Scholar, CrossRef, DOAJ, SciELO, arXiv, Europe PMC, BASE, Lens.org, CORE, Cochrane, BVS/LILACS, ERIC, HAL, NASA ADS, medRxiv, bioRxiv, SSRN, RePEc, PhilPapers, JSTOR) e suas APIs públicas.

3. Prompt engineering iterativo

Cada funcionalidade começava com um briefing detalhado:

"Preciso de uma função que chame a API do PubMed, busque artigos sobre [query], filtre por artigos dos últimos 10 anos com abstract disponível, traduza os abstracts para português usando DeepL API, calcule um score de confiança baseado em: tipo de estudo (meta-análise > RCT > coorte > caso-controle), revista indexada, número de citações. Retorne JSON com título, autores, ano, DOI, abstract em PT, score."

A IA generativa transformava esse briefing em código TypeScript funcional. Depois, iterávamos: "O score está penalizando preprints demais" ou "Precisamos priorizar artigos em português".

4. Testes com casos reais

Criamos um bot de qualidade que roda 22 queries de teste (biomédicas, humanas, exatas) e valida: número de resultados, diversidade de fontes, presença de artigos em português, relevância dos top 5.

Os desafios técnicos que a IA resolveu

O que aprendemos

1. IA generativa é uma co-desenvolvedora, não uma substituta
A IA escreve código, mas você precisa definir a arquitetura, validar lógica de negócio e iterar sobre edge cases.

2. Prompt claro > código complexo
Um briefing bem estruturado gera código melhor do que tentar "hackear" a IA com prompts vagos.

3. No-code + IA = democratização real
Ferramentas como Vercel, Supabase e plataformas no-code permitiram deploy de uma aplicação enterprise-grade sem infraestrutura manual.

Resultados até agora

A Clara já processou milhares de buscas acadêmicas, com usuários relatando economia de 80% do tempo em revisão de literatura. O ICM se tornou referência para avaliar qualidade metodológica rapidamente.

Quer saber mais sobre o processo de desenvolvimento?

Leia o artigo completo no Medium com todos os detalhes técnicos, decisões de produto e lições aprendidas ao construir a Clara sem saber programar.

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Experimente a Clara IA

A melhor forma de entender o resultado desse processo é usar a ferramenta. Faça uma busca sobre o tema da sua pesquisa e veja 22 bases científicas trabalhando juntas em segundos.

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